Limites – Toda relação, seja entre pais e filhos, marido e esposa, entre amigos ou entre parentes, de qualquer tipo que seja, deve possuir limites. E quando falamos em filhos, o assunto se torna ainda mais delicado. Quando as crianças não ganham limites em casa, o mundo acaba por impor os seus limites ao seu modo, o que pode ser muito desastroso. Confira um pouco mais sobre esta discussão e conheça algumas técnicas para impor limites.

Impor limites não é impor limitações

Um dos grandes problemas atualmente entre pais e filhos é a falta de comunicação. Se não há como se comunicar com seu filho, dificilmente conseguirá impor limites. A comunicação deve ser adequada desde o momento em que você o ensina a falar. Desde a mais tenra idade, a criança começa a assimilar as normas de convivência e a forma como a família dialoga. Logo, podemos dizer que a hora de impor limites é desde sempre, desde a primeira infância. Ela deve participar desde cedo do processo comunicativo da família.

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Conforme vai crescendo, ainda na primeira infância, mesmo que você tenha lhe dado atenção e imposto limites, a criança vai testá-los. Não porque o faz de propósito ou porque é uma criança ruim, como muitas pessoas acham. Mas porque isso faz parte do processo de aprendizagem – ela tentará reconhecer até onde pode ir. Reforço, conversas e conscientização é a forma como você deve atuar quando a criança ultrapassa este espaço.

Outra coisa a se ressaltar é a questão da violência infantil. Bater em seus filhos não os tornarão conscientes e ainda pode ser muito destrutivo para os aspectos emocionais da criança, que pode lhe acompanhar por toda a sua vida. Nem todas as crianças aprendem com um tapa – elas podem evitar de fazer algo para não sofrer consequências físicas, mas não se tornará consciente do que fez ou deixou de fazer de errado. A violência infantil é uma questão polêmica e abominável na contemporaneidade e evidencia, na maioria das vezes, pais que não possuem controle emocional ou capacidade comunicativa para educar.

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Mas você irá perceber que não são apenas as crianças que testam os limites dos pais. Os adolescentes fazem isso com frequência e são bons nisso. Obviamente, o tom da conversa deve ser outro, mas o objetivo é se comunicar e fazê-lo reconhecer seus erros. Muitas vezes, privando-o de algo que gosta temporariamente, no sentido de puni-lo, pode ser bastante assertivo, mas antes é preciso conversar e ter muita paciência.

Limites são diferentes de limitações: o excesso de limites e os limites sem lógica ou objetivo podem se transformar em limitações, repressão e traumas que acompanham o indivíduo para sempre. Limitações são impedimentos que alguém tem quanto a fazer algo que não é necessariamente prejudicial ao outro e que em geral se refere a ela mesma. Limites são normas de convivência social. As limitações podem se transformar em problemas psicológicos e crenças limitadoras. Os limites têm a ver com os valores de alguém ou da família.

Se você tem dificuldades específicas sobre como impor limites aos seus filhos, leia também esta matéria. Aprenda também a ouvir mais os seus filhos assistindo o vídeo abaixo:

Saber se comunicar com seus filhos

Como você tem se comunicado com seus filhos? Há abertura para que eles cheguem até você? Você ouve as suas opiniões e anseios? Consegue expressar seus sentimentos sem drama aos seus filhos? Há horas específicas para conversarem? Você sabe o que realmente se passa na vida deles? E na hora de impor limites, você volta atrás?

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Os limites devem ser tão claros quanto possível. Não pode haver brechas para discussões e nem para dúbias interpretações. Uma vez impostos, você não pode a todo momento voltar atrás, pois isso é mais destrutivo que a falta de limites, já que tira toda a sua credibilidade. Os limites devem ser consensuais entre os pais – se foi dito por um, não pode ser desfeito pelo outro, pois no momento que isso acontece, a criança ou o adolescente achará um ponto de possível manipulação entre os dois.

Também é preciso ressaltar que ambos têm a responsabilidade pela educação de seus filhos. É preciso que haja limites na proporção que a comunicação seja efetiva na vida da família. É a comunicação que torna as pessoas conscientes das situações.

Sim, e não adianta negar: a responsabilidade pela educação e pela imposição de limites é dos pais. Não é da escola, como muitos pensam (a escola contribui para reforçar as normas de convivência em um espaço coletivo) e nem da sociedade. Você é responsável pela educação de seus filhos. E mesmo que pareça óbvio isso, notamos que há muitas crianças desamparadas ou fora de controle quando a questão é ter limites atualmente. Conversar e fazer os seus filhos reconhecer as barreiras nunca é demais.

Malu Moreira

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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