Abandono – Muitas mulheres desenvolvem o medo de serem abandonadas quando se relacionam com seus parceiros. Por que isso acontece? Há muitas causas para se sentir desta forma, e em boa parte das vezes, é um sentimento interno, que precisa ser resolvido dentro de você, e que nem sempre tem a ver com o companheiro. Saiba mais sobre o sentimento de abandono!

O que é o medo de ser abandonada?

A maioria dos psicólogos acreditam que o medo do abandono é um mecanismo primário de defesa. Muitas vezes os traumas de infância dão origem a este medo de ser abandonada. Surge em uma fase em que somos pequenos e dependemos exclusivamente dos adultos para sobreviver. Quando há a falta de afeto dos pais, isso gera consequências negativas no desenvolvimento da criança.

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Se voltarmos à infância, podemos perceber que desenvolvemos alertas e mecanismos de adaptação no meio em que vivemos. Quando os pais deixam o bebê esperando muito tempo no berço enquanto ele chora, passa a desencadear diversos sentimentos e sensações, desde mal-estar até fome. Daí surge o sentimento de ser abandonado.

É importante dizer que a experiência de abandono e o seu significado podem ser diferentes para cada criança. Quando adulta, a pessoa pode sofrer muitíssimo com essa sensação de falta de afeto e cuidados, interferindo na sua vida amorosa, profissional, financeira, social, etc. Algumas patologias psicossomáticas são comuns em pessoas que foram abandonadas na infância. Logo, quando há crise no casamento, às vezes isso pode desencadear um medo forte de ser abandonada. Em outros casos, os traumas são oriundos da vida adulta, como outras situações em que a mulher foi abandonada por outros companheiros.

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Mas há ainda aquele sentimento de abandono que surge quando certas lembranças da vida adulta vêm à cabeça. Ocorre que muitas vezes o marido ameaçou abandonar a esposa, fez manipulação emocional ou apenas deu um tempo mesmo, por motivos diversos. Se a confiança precisa ser restaurada, converse francamente com o seu parceiro. Veja o que pode ser feito por ambos. Mantenha a comunicação ativa e expresse o que você sente em relação a ele. Questione-se:

  • Por que o seu marido a abandonaria? Dê evidências?
  • Quais soluções você teria a recorrer se isso acontecesse? Como poderia reagir em médio, curto e longo prazos?
  • Como o casal poderá superar as diferenças e o medo de abandono? O que ele poderia fazer? O que ela poderia fazer?
  • Como você se sentiria ao ser abandonada? Qual seria o contrário desta sensação? Use o recurso de visualização.

Consequências e a superação do abandono

Cada pessoa sente diferentes reações de se sentir abandonado são diferentes. Isso não ocorre apenas com as mulheres, mas com homens também. Depende muito do tipo de motivação e se a criança teve algum apoio parcial ou integral após o ocorrido, além de sua própria capacidade de superação.

Neste caso, a terapia cognitivo-comportamental, a dialética, e a psicoterapia analítica são tratamentos bastante eficientes para compreender e tratar este sentimento tão destrutivo. A meditação também é uma prática interessante que leva ao autoconhecimento.

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E se o seu caso não for tão grave ou oriundo dos traumas infantis, uma conversa franca com o seu companheiro é o primeiro passo para se sentir segura e garantir o seu bem-estar. Avalie também a sua relação: você se sente bem convivendo com o seu companheiro? Há algum fato que tenha ocorrido que desencadeou este medo de ser abandonada? O que você pode fazer hoje que dependa exclusivamente de você para se sentir mais feliz e segura? O abandono existe de fato ou é apenas uma sensação que ocorre dentro de você? Dê evidências! O Coaching de relacionamento trabalha com estes tipos de questionamentos. Pode ser um ótimo ponto de partida para resolver o problema da sensação de abandono. Vale a pena tentar!

Malu Moreira

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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