Abuso sexual – Tema de manchetes e notícias de jornais, o abuso sexual deve ser algo que também precisa ser discutido dentro de casa, já que boa parte dos casos deste tipo de violência ocorre no meio social conhecido da vítima. Veja um pouco mais sobre esta discussão abaixo!

O que é o abuso sexual?

Podemos definir o abuso sexual qualquer iniciativa que alguém tenha (no caso, o abusador) em relação a outra pessoa sem o seu consentimento e que atinge a sua integridade física, sexual, emocional ou moral. Não pode ser definido apenas pelo ato sexual, mas por qualquer prática que viole a dignidade da outra pessoa a fim de satisfazer os impulsos sexuais do abusador.

Esta é uma questão muito polêmica, pois às vezes as vítimas são crianças (de todas as idades), adolescentes, incapazes e até mesmo esposas, que são agredidas sexualmente pelos maridos e muitas vezes não reconhecem que certos limites são quebrados na relação. O ato pode ocorrer na rua ou em espaços públicos ou até mesmo dentro do ciclo social da vítima, o que torna a situação ainda mais grave e geralmente velada.

É importante dizer que o abuso sexual pode se dar de muitas maneiras, com e sem o contato físico. No caso da criança sendo vítima, esta é despertada para o sexo precocemente, de modo deturpado, traumática, impingindo marcas emocionais ou físicas para o resto da vida, podendo desenvolver comportamentos patológicos, como aversão a parceiros do mesmo sexo do abusador, depressão, promiscuidade, vício em drogas e uma sexualidade descontrolada, etc.

Abuso sexual

Qualquer pessoa que seja abusada sexualmente é desrespeitada como indivíduo e tem os seus direitos violados. Muitas vezes, o abuso é seguido de ameaças, chantagens, sedução, agressão física e outros mecanismos que fazem com que a vítima muitas vezes não relate que foi agredida ou até mesmo que se sinta culpada pelo ocorrido.

Há ainda diversos fatores que fazem com que o abuso sexual se perpetue, como por exemplo, dependência financeira ou econômica, questões de gênero, étnicas, culturais, a erotização do corpo da criança e do adolescente pela mídia, consumo de drogas, problemas familiares e baixa escolaridade, entre outros. Além disso, é importante dizer que a violência sexual acontece em todos os meios e classes sociais.

O abuso sexual pode ocorrer na relação intra-matrimonial, ou seja, entre o casal. Para se ter uma ideia, um terço das mulheres vítimas de violência doméstica são também vítimas de agressões sexuais, e segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, em alguns países, entre 10% e 69% das mulheres casadas sofrem algum tipo de abuso sexual de seus companheiros.

Neste link você poderá conferir também a legislação referente às situações de abuso sexual e garantia de direitos. Veja esta entrevista que fiz com a psicóloga e Coach Dra. Tania Marques que esclarece mais a questão:

Como perceber que uma pessoa passou ou está passando por abuso sexual?

Há diversos sinais que ficam evidentes e são comuns em vítimas de abuso sexual, que são de ordem relacional, quanto aos seus hábitos e cuidados de higiene, sinais comportamentais (variam conforme cada pessoa – tristeza, abatimento, ansiedade, comportamento agressivo, etc.), sinais físicos (lesões, perda ou ganho de peso, etc.).

Desta forma, os pais precisam manter o diálogo aberto com seus filhos desde a mais tenra idade, para que não dependam exclusivamente de indícios para detectar uma situação de abuso apenas por indicadores, mas para que a criança ou o adolescente tenha condições de relatar estas situações abertamente. E nada justifica o silêncio: a vítima deve ser acolhida e o agressor denunciado e punido.

Abuso sexual

O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Basta discar 100 para fazer uma denúncia. Há outras entidades que podem ser acionadas no caso de abuso sexual contra crianças, adolescentes e mulheres: Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente, Delegacias da Mulher, Conselho Tutelar da sua região e Varas da Infância e da Juventude.

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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