Protocolos – Engana-se em acredita que amar precisa de protocolos e de uma série de coisas necessárias antes mesmo que o amor. Há pessoas que se privam de viver um sentimento gratificante e profundo por achar que, antes disso, algumas exigências e normas precisam ser atendidas. O amor muitas vezes bate à sua porta uma vez na vida e isso é um privilégio, já que muitas pessoas, por toda uma vida, desconhecem o amor conjugal.

Amor por si próprio antes de tudo

Talvez a única regra em termos de amor seja encontrar o amor próprio antes de se entregar a uma relação amorosa a dois. O amor próprio é um escudo contra o desrespeito, contra as relações indignas e serve de limite para aquilo que pode ou não pode em uma relação.

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Não tem como amor deliberadamente outra pessoa sem amarmos a nós mesmos. Do contrário, em algum ponto da relação, nos perdemos e permitimos aquilo que não gostamos. Desta forma, encontrar a autoestima é fundamental, mesmo que você já esteja em uma relação.

Veja mais sobre autoestima neste vídeo – veja outras gravações no canal do Youtube de Malu Moreira:

Fora isso, é difícil falar em relações que seguem protocolos e que dão certo. O que é, afinal, um protocolo? Em termos simples, um protocolo é um conjunto de regras deliberadas, um acordo ou uma convenção que regerá o relacionamento.

É claro que toda relação tem suas regras e termos, já que um relacionamento é um contrato estabelecido entre ambas as partes. Mas quando o protocolo é uma formalidade social, ou seja, quando as regras vêm da sociedade ou do grupo social em que ambos estão estabelecidos, em geral ocorrem problemas relacionais.

O que é preciso para amar sem protocolos?

Para amar, além de autoestima, você precisa apenas estar livre e aberto ao sentimento. Exigências, regras, culpa, formalidades sociais: nada disso deve pesar na hora de escolher entregar-se em uma relação.

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Quando trabalhamos com Coaching de relacionamentos, nos deparamos com diversas situações nocivas e que fazem o relacionamento ter problemas: desde as comparações entre o parceiro(a) e outras pessoas que possuem características mais idealizadas ou antigos parceiros até pessoas que não se encaixam no ideal financeiro do companheiro.

É complicado quando o casal coloca numa mesma pauta histórias de relacionamentos anteriores, vida financeira, regras sociais e dogmas, exigências de todos os tipos, culpa ou quando simplesmente o outro passa a ser um reflexo de suas próprias frustrações. Pior ainda quando isso vira um suposto protocolo, uma regra que comanda a relação unilateralmente.

É isso que tem ocorrido da sua vida? Então, saiba que é hora de rever a relação. Ninguém é obrigado a conviver com o outro em um espiral de regras e protocolos, dos quais se quer pode escolher. A convivência conjugal possui, sim, regras, mas que são definidas em conjunto. Do contrário, não funciona, além de transformar o relacionamento em algo indigno.

Ser livre para amar e saber fazer suas próprias escolhas

Você é livre para fazer as suas escolhas amorosas e protocolo nenhum pode lhe impedir isso. Viver o amor em plena liberdade e consciência é algo gratificante, emocionante e junto consigo e com o outro. Antes das exigências sociais, deve prevalecer o amor. O amor não deve ser idealizado, bem como não deve ser racionalizado ao extremo.

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O relacionamento não deve ser um conjunto de conveniências, mas uma experiência a dois, em que ambos doam-se e recebem, em plenitude. Quando há um padrão de cobrança e idealização ou regras que não acertadas por ambos, comprometerá a liberdade que deu origem ao casal. Afinal, se estão juntos, é porque algo os atraiu livremente, e com certeza não foram as regras protocolares.

O Coaching de relacionamento ajuda o casal a reencontrar a essência da relação por baixo da máscara, do verniz que muitas relações recebem para que sejam bem aceitas pelos outros. Como uma relação é feita a dois, a intervenção só é eficiente quando ambos estão comprometidos.

Amar é muito mais simples do que parece. Basta que o casal passe a priorizar o sentimento em detrimento daquilo que realmente não é relevante para a relação. Tudo é uma questão de escolhas, de saber quais são as prioridades para criar uma relação gratificante.

Veja também como construir fortalezas no seu relacionamento lendo este artigo.

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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