Carência – Você se considera uma pessoa carente? Sofre com a falta do parceiro(a) e tem medo de perdê-lo? Sofre com um companheiro(a) apegado e dependente? Saiba, então, que este pode ser o que vem atrapalhando o seu relacionamento. Esta é uma das situações mais comuns que levam os casais às sessões de Coaching de Relacionamento – os conflitos pela falta e a incapacidade de superação do problema.

O que leva alguém à carência emocional?

A carência emocional não resulta em nada de positivo para a relação. De um lado, há uma pessoa que sofre e se sente profundamente insegura e rejeitada, vivendo na relação mais angústia que amor, pois não se permite ser amada de maneira saudável. De outro, há outra pessoa que precisa a todo momento validar a sua posição no relacionamento, suprir necessidades ilusórias e lidar com responsabilidades as quais não precisariam ser suas.

Carência

O que leva, afinal, uma pessoa a ser carente? São muitos os motivos. Confira alguns deles e veja se você se identifica com algum deles:

Baixa autoestima – Este é o problema mais comum. A pessoa tenta buscar no outro aquilo que não sente por si mesma. Isso gera dependência e a relação pode sair do controle. Já falamos em outros artigos aqui no blog que é muito importante que a pessoa se torne consciente de si antes de entrar em uma relação, já que para amar o outro, é preciso amar a si mesmo. É preciso deixar o medo de lado e se assumir, pois o medo é o ingrediente principal da baixa autoestima.

Veja neste artigo um pouco mais sobre o problema da baixa autoestima e como superá-lo.

Trauma – Um rompimento traumático ou um relacionamento complicado no passado pode gerar carência e medo de relacionar-se novamente, ou no caso da carência, uma busca incessante por se complementar no outro.

Personalidade – Às vezes, é uma questão de personalidade, quando é muito forte, e a pessoa, exigente demais. Pode se tornar carente e pedante com o tempo.

Carência situacional – Em muitos casos, a carência é apenas repentina, devido à uma situação complicada, como uma doença ou problemas financeiros, por exemplo.

Modelo familiar com problemas – Muitas vezes, somos inseguros, pois crescemos com o exemplo de pais inseguros e assumimos estes comportamentos. Lembre-se disso quando estiver na presença de seus filhos. A superproteção na infância também pode ser causa de adultos carentes, assim como pais ausentes.

Confira também os problemas da obsessão, um passo além da carência amorosa, lendo este post.

O preço a pagar por um relacionamento desequilibrado

Carência é desequilíbrio em todos os casos. É colocar no outro uma responsabilidade que ele ou ela não possui. É uma das coisas que mais desgasta a relação e que mais criam conflito.

Se você é demasiado carente, precisa buscar dentro de si recursos para superar este comportamento vicioso. O ponto de partida é repensar como anda a sua autoestima. Talvez seja um momento para tirar um tempo para si, se cuidar mais, fazer coisas com expectativas boas para a sua vida, dedicar-se à sua carreira, às coisas que gosta e tirar um pouco o foco do parceiro(a). Dê-se um tempo para repensar na vida. Se for difícil, a ajuda psicológica é interessante.

Carência

Se você é uma pessoa que sofre com a carência do parceiro(a) e vive em um pé de guerra para encontrar equilíbrio nesta relação, talvez seja hora de conversar claramente, mas com amorosidade e gentileza. A pessoa carente também sobre (talvez mais que você) e a comunicação assertiva pode ser um trunfo poderoso.

Veja como a autorresponsabilidade faz a diferença em uma relação lendo este artigo.

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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