Ajudar em casa – A casa possui suas demandas práticas e não tem como negar. Por mais que o casal possua funcionários – como domésticas, jardineiros ou diaristas, por exemplo – tem coisas que precisarão de atenção e esforço mútuo. Quando a casa não possui tais serviços à disposição, cabe à família realizar as demandas domésticas, o que nem sempre acontece – as mulheres ainda acumulam os serviços domésticos em triplas jornadas de trabalho. Mas como fazer com que o parceiro ajude em casa?

Serviços domésticos – Uma questão cultural

Apenas recentemente viu-se mais participação do homem nas necessidades do lar, seja na limpeza e manutenção da casa ou na criação dos filhos, por exemplo. No Brasil, assim como em outros países, impera o determinismo machista quanto à divisão de papéis e isso é cultural. A boa notícia é que se isso vem da cultura, pode ser transformado – e de fato vê-se mudanças entre os casais mais jovens.

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Para ilustrar a questão, podemos citar a pesquisa realizada pelo IBGE em 2012: 61% da população brasileira trabalha fora. Além disso, 90% das mulheres que trabalham fora declaram que também são responsáveis pelos afazeres domésticos exclusivamente, sem ajuda, dedicando uma média de 20 horas semanais para a atividade. No caso dos homens, 46% deles afirmaram que ajudam nas atividades domésticas e dedicam cerca de 9 horas por semana para a função.

Mesmo contribuindo com a renda familiar, a mulher ainda dedica-se muito mais que o seu companheiro às tarefas domésticas. E quando ela tenta um diálogo para que as tarefas sejam divididas, brigas e discussões acabam acontecendo. Para os homens de uma forma geral, há muita exigência na hora de ajudarem nas tarefas. Mas como chegar a um consenso?

Aprendendo a dividir as responsabilidades

Não é preciso discutir na hora de dividir as tarefas – elas precisam sim ser divididas, pois nem sempre é humanamente possível dar conta de tudo. É justo que o casal tenha responsabilidades equivalentes. Pode-se ainda ver o que cada um gostaria de fazer – cada um pode se identificar com um tipo de serviço. A divisão por cômodo também é viável. Criar uma agenda para as demandas ajuda a não sobrecarregar os parceiros – ainda mais naqueles dias em que há compromissos externos.

Comunicação é fundamental

Sem comunicação não há relacionamento que dure. Se a situação não está boa, é preciso conversar. Não adianta alterar o tom de voz para algo que precisa ser feito e que deve ser dividido. Exponha ao parceiro as suas necessidades e faço entender, de forma calma, que precisa de ajuda. Seja clara, pois ele não tem a capacidade de adivinhar o que você precisa.

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Não force a barra quando ele estiver cansado. Vale a pena deixá-lo descansar um assim que chega do trabalho e depois sugerir ajuda. Se a pérola “faxina é coisa de mulher” surgir, explique que isso é coisa de antigamente e que agora todos têm responsabilidade pelo espaço que divide com a família. Para pequenas tarefas, é interessante pedir a participação das crianças, caso as tenha.

Saiba reconhecer

Não seja tão crítica e detalhista. Cada um tem uma forma de fazer as coisas e se do jeito que o seu parceiro não está correto, dê dicas de como melhorar. Ensine a fazer as coisas que ele não sabe, mas com calma e clareza. Eles nem sempre têm facilidade para isso. Saiba elogiar quando uma gentileza ou a parte que cabe ao parceiro é feita. Veja como é importante que ambos cedam e que contribuam mutuamente.

Com o tempo, vocês verão que sobrará mais tempo para relaxar e fazer coisas legais juntos. A própria limpeza é um momento de colocar a conversa em dia e aproximar o casal através das tarefas em comum. E aproximação é o que dá consistência à relação. Aproveitem!

Veja também: Relacionamento – Meu parceiro não tem educação e isso me envergonha

Acompanhe o trabalho de Malu Moreira no Facebook neste link.

Malu Moreira

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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