Limitações – Todos temos algum tipo de limitação. Desta forma, é justo julgar o outro pelas suas falhas ou dificuldades? As limitações são a mesma coisa que defeitos? Veja um pouco mais sobre esta discussão e aprenda a conviver com seu parceiro com qualidade de vida e muito mais amor!

Entendendo as limitações

É complicado quando uma pessoa diz que seu parceiro(a) tem limitações. Quando você faz este tipo de afirmação, baseia-se no juízo de valor – aquilo que VOCÊ acha que a pessoa tem que destoa do restante do mundo. Uma coisa é alguém reconhecer e confirmar as suas próprias limitações; outra, é ser julgado pelos outros sobre o que a faria diferente ou inferior aos demais.

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As limitações referem-se à nossa constituição física e anímica: ser muito alto ou baixo, gordo ou magro, mais ou menos inteligente, tempestuoso ou retraído, etc. Veja que esse tipo de percepção requer um ponto de comparação: o que é ser gordo ou magro? O que é ser retraído? Há um padrão ou indicador para categorizar uma pessoa? Esse juízo moral pode ser definido por elementos do caráter ou do temperamento, ou seja, referente aos valores que uma pessoa possui ou sobre o seu próprio jeito de ser.

A ausência de realismo também ajudam a formar o juízo de valor que permeia a decisão do que é ou não uma limitação. Vejamos como exemplo a experiência do casamento: enquanto o homem espera que a mulher não mude seus aspectos físicos, a mulher espera que o marido mude nos seus “defeitos”. E dá para esperar que a beleza física dure indefinidamente (trata-se de uma limitação e contingência da natureza e do tempo), como também não dá para esperar que os “defeitos” do outro sumam da noite para o dia (apenas se houver disposição alheia se consegue mudar).

Além disso, é comum um dos parceiros querer mudar o outro sem jamais analisar a si mesmo – por que o outro precisa mudar se você mesmo parece não ser capaz disso? E a aceitação, onde fica? Você não amou a pessoa deste jeito inicialmente e por que quer mudá-la tão efusivamente? É claro que todos temos como sermos melhores e sempre há uma versão mais adequada de nós mesmos que podemos alcançar, mas isso depende de cada um e não do julgamento externo.

O outro é como ele é (não como você gostaria que fosse)

Você só tem interesse em mudar o outro quando o compara com um padrão ou com o tipo que considera ideal. Muitas vezes o parceiro muda e passa a ter aspectos e atitudes que inicialmente não tinha, é verdade. Mas você também mudou – com o tempo, todos mudamos (para melhor ou para pior, mas isso é uma questão de perspectiva e comparação).

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A pessoa com a qual você se relaciona é o que ela é, não como você gostaria que ela fosse. Se há atitudes que estão lhe incomodando, é preciso antes conversar e falar abertamente sobre isso com o seu companheiro, sem exigências, sem culpa e com muita amorosidade. Não exigindo que o outro mude, mas dando o feedback de como você tem notado que algumas limitações afetam a relação – isso se de fato afetam.

O que aceitar e o que mudar

Acredito que o que deve ser aceito e o que deve ser mudado tenha que ser resultado de muita conversa e análise a dois. Além disso, não pode ser um processo unilateral: se há algo para mudar, que ambos mudem. Lembrem-se de que uma limitação é sempre um impedimento: as atitudes destrutivas, o modo como agimos que não nos leva a lugar nenhum, um impasse no relacionamento, uma resposta a algo negativo que o parceiro esteja fazendo, etc.

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Se algo impede que você evolua, é uma limitação. Se o relacionamento não vai para frente, há uma limitação. Mas as características de uma pessoa nem sempre afetam o relacionamento, bem como as limitações pessoais. Logo, não queira que o outro mude seu jeito de ser por mero capricho seu. Acolha aquilo que vê no outro e que destoe do seu tipo ideal. O que não dá para acolher, converse sobre isso e aponte sempre soluções. Se as limitações são mais situacionais, ou seja, do relacionamento, saiba que uma relação é feita a dois e cabe a você tomar atitudes sobre as suas próprias limitações. Se o outro tem limitações, você também tem.

Tenho uma palavra para você: Respeito!

Se você acompanha o blog de Malu Moreira sabe que venho falando incansavelmente sobre o respeito em uma relação. É o mínimo que deve haver em qualquer contato humano e em qualquer relacionamento. Quando você exige que o outro mude, muitas vezes está invadindo um espaço que não é seu e agindo de modo que não cabe a você agir – e isso pode ser falta de respeito, o que também é uma limitação, não é mesmo?

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Converse amorosamente com o seu companheiro sobre os seus comportamentos atitudes e jeito de ser. Nem tudo pode ou deve ser mudado e respeito tem muito a ver com capacidade de aceitação. Mantenha a comunicação ativa e mire na qualidade de vida do casal. Os defeitos e limitações podem ser superados com amor, respeito e gentileza!

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Deixe o seu comentário! Relate as suas experiências pessoais e como soube lidar com as limitações.

 

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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