Mães e filhos – Quando é hora de deixar os filhos crescerem e caminharem sozinhos? Porque algumas mulheres se tornam dominadora e obcecadas com a vida dos filhos a ponto de sofrerem quando se tornam independentes? Este é um tema delicado, mas que está relacionado a muitos problemas da vida familiar. Saiba como deixar os seus filhos crescerem e seja mais feliz!

Projeção das mães

Quem nunca quis que o seu filho fosse bem sucedido desde cedo, colocando-o em aulas disso e daquilo, torcendo para que ele fosse independente e tentando suprir todas as suas necessidades e anseios. Há mulheres que supõem que no futuro os filhos seriam tal como imaginam, seguindo o destino que traçaram desde cedo. Mas com o passar dos anos, os filhos passam a fazer suas próprias escolhas e nem sempre o que as mães imaginaram para eles se torna real. Em muitos casos, há conflitos homéricos e cobranças absurdas das mães para seus rebentos que não se encaixam em sua visão idealizada de como deveriam ser.

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Não é à toa que muitas mulheres nesta situação sentem cansaço, ansiedade, depressão, uma frustração que não passa, e desenvolvem doenças de aspectos somáticos, e como se não bastasse, culpam os filhos pelo sofrimento e angústia que passam. Já me deparei com casos deste tipo em sessões de Coaching, e em algumas situações, indiquei a terapia individual para casos mais graves.

Você cria os seus filhos para o mundo: lembre-se disso!

Você se identificou com alguma destas situações? Então, pare de se projetar na vida de seus filhos agora mesmo! Isso não faz bem para o desenvolvimento emocional deles e muito menos para o seu. O melhor que você pode fazer é educar os seus filhos e prover as melhores condições possíveis para que sejam independentes e façam escolhas assertivas em suas vidas. Mas estas escolhas são deles e não suas.

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Na maioria dos casos, as mães dominadoras são as mais inseguras e imaturas. Ter filhos não significa deixar de ter uma vida própria. É claro que nos sentimos bem em estar presentes na vida deles e é importante que os pais deem apoio em todas as fases da vida. Mas isso não significa que possa viver a vida deles por eles.

Pergunte-se: da última vez que discutiu com seu filho ou filha sobre algo que aconteceu ou uma escolha equivocada, qual foi a sua reação? Das vezes que criticou seus filhos, o fez com foco na evolução dos mesmos, ou como reprovação de suas escolhas? Seus filhos vão errar e errando eles aprendem e crescem. Ou o fato de escolherem algo que você não aprove, não quer dizer que estejam errados. É uma questão de perspectiva.

Filhos dependentes

Muitas vezes, as mães criam uma relação de dependência dos seus filhos para com elas. Isso começa desde a mais tenra idade e pode ter sequência durante toda uma vida. Isso é desastroso para o desenvolvimento emocional dos filhos e em diferentes aspectos e fases da sua vida, inclusive nos seus relacionamentos amorosos, carreira profissional, etc. Gerando dependência, a mãe cria a ilusão de que sempre poderá suprir as necessidades dos filhos e que sempre estarão presentes na vida deles.

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Não se preocupe com isso: uma mãe sempre tem um papel essencial na vida de um filho. Viva a sua vida e seja mãe, sem anular nenhumas destas partes. Crie crianças independentes e fortes, capazes de resolver problemas por conta, de terem iniciativa. Filhos precisam de apoio e encorajamento, não de dependência. Por mais que cortar o cordão umbilical seja doloroso e que ver os filhos partirem para a vida cause angústia no seu coração e um sentimento de falta muito grande, é preciso ter coragem e discernimento. Não sofra e deixe os seus filhos viverem!

Malu Moreira

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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