Exigências – Todos temos as nossas expectativas dentro de um relacionamento. Mas com o passar do tempo e com a falta de bom senso, passamos a exigir demais e doar de menos. É como eu atender casais cada vez mais massacrados pelo excesso de exigências um para com o outro, tornando a culpa, a chantagem e a sobrecarga uma rotina angustiante, que tira a qualidade de vida do casal e o equilíbrio da família. Como lidar com as exigências? Como efetivar a doação dentro do lar? Veja agora algumas dicas!

O poder destrutivo das exigências

Muitos parceiros são muito autoexigentes – já possuem um grau de exigência sobre si mesmos, que pode ou não ser patológico – isso apenas um terapeuta poderá dizer. É fácil nestas condições transferir para o outro essas cobranças, e em geral, é isso o que acontece. O companheiro deve ser ou agir conforme as exigências do outro ou tudo passa a ser um inferno. Desta forma, é importante primeiro reconhecer o quão exigente você está sendo consigo e como isso reflete no outro.

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Caso não haja relação com a autoexigência, é preciso compreender porque passou a cobrar do outro atitudes e posicionamentos de modo exacerbado. Se há exigências é porque você quer que o outro mude. Quais os motivos? Há falta de aceitação? Cada pessoa tem seus próprios hábitos e motivos que embasam as suas exigências para com o parceiro, e é preciso descobri-los.

O grau de exigência entre os casais modernos aumentou

Por muitos anos, um relacionamento amoroso e bem-sucedido era sinônimo de possuir uma casa para morar e contar com uma renda para manter a família. Não demorou muito para a contemporaneidade assimilar suas aspirações românticas. Os recursos para prover as necessidades e desejos materiais passou a interferir no amor conjugal e na parceria.

Temos atualmente exigências somadas umas às outras. Buscamos em uma relação a intenção de encontrar a parte que nos falta para, dessa forma, se sentirem completas. Depositamos no outro uma certa responsabilidade pelo nosso próprio desenvolvimento pessoal. Vemos hoje que o nível de exigência entre os casais passou a ser alto demais. Isso porque o tempo e a disponibilidade para se dedicar a uma relação vem diminuindo.

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Muitas pessoas passam a estabelecer papéis para que o parceiro os cumpra e isso gera exigências e frustrações de ambas as partes. As expectativas exageradas viram cobrança e as atitudes do outro passam a ser meios de satisfação pessoal. Um certo mínimo de exigência pode até ser considerado normal em uma relação e pode ser usado de modo positivo. Mas é necessário ter discernimento para não ultrapassar o espaço alheio.

Além disso, é preciso ver se você não é carente em demasia ou tem um sentimento de incapacidade crônica, já que a origem dos problemas pode estar nas pessoas que não se sentem felizes sozinhas e que esperam que o parceiro realize todos os seus sonhos que não conseguiram atingir por conta própria. O seu parceiro não é obrigado de suprir as suas expectativas pessoais, muito menos em assumir papéis que não são seus – como o de pai/mãe, melhor amigo, herói, etc. Isso gera uma relação de dependência inadequada e leva obrigatoriamente ao sofrimento e ao afastamento.

Doe-se plenamente!

Amor é doação, é entrega. E isso precisa existir para que haja um relacionamento duradouro. No momento em que você se compromete emocionalmente com outra pessoa, é preciso se doar ao relacionamento. Mas o que é se doar? Não se trata de viver condicionado ao outro nem de colocar tudo e todos na frente das próprias necessidades.

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Doação é oferecer uma solução, dar apoio, se envolver com algo. É se entregar sem esperar nada em troca. De nada adianta em uma situação complicada entre o casal fazer exigências sem oferecer saídas, respostas ou soluções que contribuam para o fim do conflito. Isso é fazer a sua parte em um relacionamento. É o modo como você se envolve em um contexto do qual também faz parte.

É comum vermos entre os casais em crise uma falta de doação na rotina diária – e isso pesa tanto que pode levar ao fim da relação. A exigência exacerbada é destrutiva, mas a falta de um posicionamento mais assertivo também é algo detonador de crises.

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Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

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