Obsessão – Em algum momento da vida, você já deve ter conhecido casais em um relacionamento obsessivo – em que o ciúme reinava, o controle sob o outro era muito grande, onde o diálogo se dava por meio da manipulação ou da disputa, em que a desconfiança desmedida causa conflitos de todos os tipos. Isso descreve totalmente ou em partes a sua relação? Então, pode ser que o casal tenha problemas com a obsessão, que é um sentimento que gera um comportamento muito destrutivo.

Como a obsessão se torna uma realidade para o casal

Não tem tempo certo para a obsessão tomar conta de um relacionamento. Mas as coisas não acontecem da noite para o dia. Primeiramente, no começo da relação, o ciúme bobo e a desconfiança podem até parecer charmoso, mas quando isso ganha força, pode destruir um casal.

Obsessão

É muito comum a pessoa que sofre de algum tipo de obsessão confundir esse turbilhão de emoções com amor. E terminantemente, são duas coisas bastante diferentes. O que antes era de fato amor pode virar uma doença, uma relação doente, que muitas vezes se expressa com agressividade, ódio e rancor. E todos sofrem com isso – parceiro(a), filhos, amigos e a própria pessoa.

Uma das formas de diagnosticar um relacionamento ou atitude obsessiva são os conflitos constantes e a dependência um do outro de modo exacerbado. O medo de perder se torna uma constante e desencadeia um relacionamento culposo, cheio de acusações desmedidas e perseguição, controle do outro e sentimento de rejeição. Como a pessoa está fora de si, não consegue controlar as suas próprias emoções, tenta controlar o outro e tudo o que está a sua volta. Veja mais sobre o medo de perder neste artigo.

Obsessão

Quando temos uma relação saudável, o sentimento de afeto pelo outro e o respeito a si mesmo imperam e ambos se sentem confortáveis em falar sobre seus medos e angústias, evitam falar de modo acusativo e dão liberdade e espaço para o outro. A dependência não tem espaço, pois há colaboração e aceitação. A dependência do outro jamais vai suprir as necessidades emocionais internas – isso é obsessão, que dará espaço para problemas emocionais mais sérios, como a depressão, por exemplo.

Como dar um basta na obsessão

A solução é a prevenção – é não deixar que a relação não chegue a esse ponto. Em muitos casos, nas sessões de Coaching de relacionamento, um possível quadro de obsessão pode ser identificado, mas o mais indicado, quando o caso é grave, é buscar ajuda com um psicólogo, pois se trata de uma questão de saúde.

A pessoa que possui um comportamento obsessivo deve assumir o controle de si mesmo e impor limites para si mesmo. É preciso ter visão do todo, das pessoas afetadas e dos comportamentos sabotadores. Quando há comportamentos mais violentos, o outro parceiro e mesmo a família deve dar apoio, dentro do possível, sem se deixar afetar por isso – quando há violência, a relação se torna indigna, mas é preciso considerar que o obsessivo possui problemas e deve ser amparado, mesmo que você decida cortar a comunicação.

Veja algumas soluções sobre como controlar as usas emoções neste vídeo:

É importante manter a comunicação ativa e deixar as coisas bem claras, sem ameaças ou culpa. Ambos precisam saber o que é normal e o que é patológico em uma relação. Há milhares de alternativas quando a situação foge ao controle. Para se ter uma ideia, em várias regiões do brasil, além de atendimento psicológico gratuito, há grupos como o Mulheres que Amam Demais (MADA), Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA) e Codependentes Anônimos (CODA) – todos estes grupos são anônimos e podem ajudar muito o casal.

Uma forma de lidar com a obsessão no relacionamento é doar-se mais e exigir menos gradativamente – veja mais sobre isso neste artigo.

Você pode fazer a diferenças resgatando o controle por si mesmo e tirando o foco na vida do outro. Faça isso ao seu tempo, em sua própria jornada de autoconhecimento, valorizando aquilo que realmente é importante para você e estabelecendo limites.

Saiba ainda como lidar com a ansiedade neste artigo.

Malu Moreira trabalha com relacionamentos há mais de 15 anos. Durante todo esse tempo, trabalhou com diversas culturas e costumes, aumentando ainda mais o seu conhecimento e experiência no dia a dia com relacionamentos. Casada e mãe de quatro filhos, ela vive em “estado de graça”, como costuma sempre dizer.

Sua estrada traz na bagagem além do Brasil, países como Bolívia, Portugal, Angola, Inglaterra e Suíça, onde reside atualmente.

E como ela sempre diz: “Eu acredito que duas pessoas possam viver em perfeita harmonia, respeitando os seus limites, contanto que estejam tomadas pelo amor”.

One Response

Leave a Reply

Your email address will not be published.